Atitude
Respeito para ser respeitado, dentro e fora d’água!
Por Jarbas do Santos em 01/02/18
 

Com a falta de boas condições para a prática do surf, o verão em Sergipe castiga os fissurados de plantão. A escassez de ondas causa uma inquietude enorme e a busca por boas condições faz com que surfistas busquem outros estados e até viagens internacionais em busca da onda perfeita.

 
Registro da disputa de onda no Farol.
Rockvolume
 
 

Para sorte de nós surfistas, em meio a mudanças das condições climáticas, aparecem swells atípicos, proporcionando bons momentos nas bancadas sergipanas.

Em meio a isso tudo, aparece também uma mistura de “fome, com a vontade de comer”, passa-se tanto tempo sem surgir uma onda de qualidade, que basta o primeiro swell de verão das as caras que dezenas de surfistas se preparam para ir em busca das “condições perfeitas.

A tecnologia hoje, aliada a nós surfistas, faz com que possamos consultar “previsões”, como o mesmo nome já diz é uma “pré-visão”, onda a mesma pode não se concretizar. Mas, nos como seres muito otimistas em sua grande maioria, sempre achamos que aquela tal previsão vai sim acertar. Chega o “grande dia”, na madruga silenciosa, as palhas murchas dos coqueiros fazem com que os ânimos se alterem e a ansiedade para chegar na frente do pico e ver o vento terral soprando e as series subindo aumenta.

Alguns partem para o litoral sul, outros para bahia, e uma parte para o litoral norte, independentemente de onde o surfista se direcione, há um fato em comum entre todos os picos citados a cima, a “falta de respeito”! O outside fica recheado de surfistas, sejam eles bodyboards, longboards, surfistas iniciantes ou não, todos almejam o mesmo objetivo, pegar a melhor da série. É aí onde entra a individualidade egoísta e a falta de educação que transforma muitos desses surfistas que quando estão ali, em leões famintos em busca da caça. Se não bastasse isso, uma grande maioria veste uma “camisa de competição”, a qual, não é consigo mesmo, e sim um mix de exibicionismo individual e falta de respeito.

Tal falta não escolhe idade, do surfista mais novo até os old scholls que deveriam passar uma boa imagem do esporte dos deuses. A competição chega a ser tão intensa que braços e pranchas se tocam, agressões verbais e alguns casos, até físicas. Há que ache que pegar a onda do surfista ao lado seja malandragem, dá uma boia e chegar contando, peguei a onda do cara, na verdade não é, mostra o lado pessoal de cada pessoa que ali está, reflete uma vida “fora-mar” onde também se é mal-educado.

Ondas vem e vão, e as figurinhas repetidas são as mesmas, desrespeitosas e mal-educadas, sempre achando que no surf ou na “vida” vai se dá bem passando alguém para trás. Sejamos mais humanos, dentro e fora d’água.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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