WSL
Brasil terá 11 representantes no Circuito Mundial 2018
Por Carol Fontes em 12/01/18
 

Com o  fim da derradeira de onze etapas do Circuito Mundial de 2017, além do campeão mundial, foram definidas as últimas vagas para a temporada de 2018. Apenas os 22 melhores do ranking permanecem na elite. Na porta da zona de classificação, Wiggolly Dantas e e Miguel Pupo precisavam vencer mais uma bateria, mas foram eliminados pelo australiano Joel Parkinson, campeão mundial de 2012. 

 
Jadson André se despede do CT e, em 2018, lutará no QS
WSL / TONY HEFF
 
 
 

Parko passou por Wiggolly na repescagem e deu fim às esperanças do paulista de Ubatuba, 24º do ranking, tirando-lhe ainda da briga pela Tríplice Coroa Havaiana. Ian Gouveia mantém as esperanças de classificação, mas precisa de um convite. O Brasil classificou seis surfistas pela divisão de acesso (QS) e terá 11 representantes no ano que vem, já que Ian ganhará injured wildcard.Este será o maior contingente de atletas na elite mundial, à frente de Austrália (6), Estados Unidos (6) e Havaí (4), as outras potências da modalidade.

Rebaixamentos na elite

Wiggolly ganhou nota 3,5 por sua primeira onda e precisava de 2,61 para superar os 6,10 pontos do australiano. Na terceira fase, foi a vez de Parko derrotar Pupo (23º), que precisava avançar só mais uma bateria para cumprir a sua missão. O paulista de Itanhaem liderava a bateria no fim, depois de garantir um 3.50, mas Joel Parkinson tirou da cartola um tubo nota 6.00 para superar Miguel por 8.50 a 5.47. Quem poderia pegar a última vaga no G-22 do australiano Bede Durbidge se passasse pela terceira fase seria o potiguar Italo Ferreira, com permanência no CT garantida pelo G-10 da divisão de acesso (QS).

Jadson André foi o primeiro a ser rebaixado no Havaí, ao ser eliminado por Adriano de Souza na repescagem (segunda fase). O potiguar, que entrou para elite em 2009, precisava da vitória no Pipe Masters para continuar no grupo dos 34 melhores surfistas do mundo.

Michael Rodrigues confirmado na elite

A vitória de Italo sobre o americano Kolohe Andino no round 3 do Pipeline Masters garantiria a vaga de Michael Rodrigues, 11º colocado no ranking de acesso, que distribui 10 vagas para a elite. Mas, antes disso, o americano Kanoa Igarashi já havia confirmado a entrada do cearense no Tour em 2018 com a última posição no G-10. Em português, Kanoa mandou um recado para o brasileiro, e lhe desejou boa sorte para a próxima temporada. Kanoa havia se classificado com o terceiro lugar no QS, mas acabou ficando no top -22 do CT e, assim, abriu a vaga na segunda divisão.

Eliminado por Medina no round 5, Kelly Slater, poderia se classificar com o oitavo título do Pipe Masters neste ano, mas só garantiu a permanência através do injured wildcard. Ao fim do ano, a WSL distribui dois convites para atletas que tiveram a temporada prejudicada por lesões. No caso de Slater, uma fratura no pé direito no freesurf em J-Bay o deixou fora de combate por cinco meses. Ainda não se sabe se o onze vezes campeão mundial vai realmente voltar em 2018.

Ian Gouveia pode receber injuried wildcard de Italo

Como Italo Ferreira garantiu a permanência na elite pelo ranking do Circuito Mundial, Ian Gouveia pode receber o injuried wildcard que seria do potigar. A WSL deve confirmar a vaga do filho de Fabinho Gouveia nos próximos dias, o que aumentaria para onze o número de brasileiros no Circuito Mundial 2018;

Todos os classificados pelo QS

Além de Michael Rodrigues, os outros classificados do Brasil no G-10 do QS foram Jessé Mendes (2º), Tomas Hermes (5º), Yago Dora (6º) e Willian Cardoso (8º).

Garantidos pela elite

Dos nove representantes do Brazilian Storm no CT, cinco carimbaram o passaporte para a próxima temporada. Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, os também paulistas Filipe Toledo e Caio Ibelli terminaram na zona de classificação assim como Italo Ferreira. Ian Gouveia entrará com a última vaga através do "Circuito dos Sonhos".

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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